sábado, 24 de setembro de 2011





( TEXTOS ANALIZADOS SOBRE O MANTO DE VÁRIAS FILOSOFIAS E RELIGIÕES )

PARTE I
Tire sua máscara e descubra seu verdadeiro Eu
Ora, todos nós, desde que somos crianças, aprendemos com nossos pais e professores uma série de regras para viver em sociedade... “corte com a faca na mão direita”... “ não faça barulho com o canudinho do refrigerante”... “agradeça quando alguém der algo a você”... e por aí vai.
Aprendemos, assim, o que “se deve” e o que “não se deve” fazer.
Até aí, tudo bem, porque é necessário que saibamos usar essas máscaras com sabedoria para nos relacionarmos com as outras pessoas com respeito e harmonia.
- Como seria se eu decidisse ir a uma palestra importante vestindo maiô e canga, só porque está fazendo esse terrível calor? - eu penso, enquanto visto meu terninho e sapatos de salto alto. É claro que estou usando uma máscara, de certa forma construindo um personagem, e DESDE QUE EU SAIBA DISSO, está tudo bem.
Os problemas acontecem quando nos esquecemos de quem somos e nos misturamos com as máscaras que criamos.
Para ajudar você a visualizar isso, vou falar de duas máscaras que são muito usadas pelas pessoas. É claro que existem infinitas possibilidades de criarmos personagens, mas a minha idéia é ajudar você a perceber o mecanismo. Vamos lá?
Máscara da agressividade
Imagine que Melindra (inventei o nome, ok?) tenha sido criada em uma família dessas poderosas, com pessoas fortes, que valorizavam a força, a coragem, a audácia. A ironia é que Melindra não era tão corajosa assim, e nem teria que ser, afinal, era apenas uma criança aprendendo a lidar com um mundo que é vasto e, muitas vezes, assustador. Mas o fato é que toda vez que chorava, Melindra era um pouco desprezada nessa família de fortes.
Com o tempo, ela foi aprendendo que seria muito mais valorizada se se mostrasse decidida, invulnerável e independente. Melindra cresceu e se tornou poderosa. É diretora de uma empresa multinacional e seus subordinados têm medo dela. É muitas vezes agressiva, jamais admite um erro, e parece ter o poder de intimidar as pessoas. Conseguiu muitas coisas graças a esse jeito de ser, mas no fundo não se sente tão forte assim. Muitas vezes se sente horrivelmente cansada e assustada, e nessas vezes se mostra ainda mais assustadora, para que ninguém perceba a sua “fraqueza”. Ela continua agindo pela vida como imaginava que as pessoas gostariam que agisse, de acordo com essa máscara que construiu. O seu Eu mascarado poderoso existe porque ela quer ser aceita pelas pessoas, e porque não quer que percebam como na verdade se sente vulnerável.
No fim, o que acontece é que ela representa tão bem seu papel que ninguém a enxerga como é. Ninguém percebe o quanto se sente cansada, o quanto precisa de ajuda e compreensão. Melindra raramente receberá um colo ou carinho. Com certeza atrairá muitas situações difíceis, pessoas que a confrontarão, confirmando a hipótese de que o mundo é mesmo agressivo e que ela deve se armar e se defender. Vocês percebem? Melindra tornou-se prisioneira de sua máscara. Com o tempo, até mesmo Melindra se esquece de quem é, e em alguns casos, passa a achar estranhos sentimentos como afeto, cuidado e amor, como se fossem falsos ou hipócritas.
Bem, o caminho de crescimento para uma pessoa como Melindra envolve um risco que ela consideraria enorme... o risco de deixar que as pessoas vejam o que se esconde sob a máscara. Deixar que percebam que ela não é tão forte como parece, mostrar que também tem medo às vezes, que também se cansa, que também precisa de ajuda... um risco e tanto para alguém como ela!
Máscara do amor
Bem, agora vou criar outro personagem, vou chamá-lo Révis.
Révis, diferentemente de Melindra, foi criado em uma família que tinha como valores principais a generosidade, a ajuda ao próximo, a bondade, o perdão, o amor. Em sua casa qualquer expressão de raiva era vista como algo ruim (e não como força, como no caso de Melindra). Assim, ele aprendeu que devia conter sua raiva, ser sempre compreensivo, amoroso e gentil. Quando agia assim era aceito e amado. Quando explodia era criticado ou deixado de lado.
Por outro lado, quando Révis chorava e se mostrava fraco, era acolhido e ganhava um delicioso achocolatado que sua mãe lhe preparava com todo o carinho, enquanto o abraçava... “Pobrezinho, mamãe está aqui”, dizia ela.
*Uma observação... estou simplificando a coisa toda para que caiba neste artigo. É claro que não estou responsabilizando os pais por sermos quem nos tornamos, e sim ressaltando todo um ambiente (pais, escola, pessoas com quem convivemos) como parte da formação da nossa personalidade, ok?
Bem, o fato é que Révis cresceu e construiu um Eu Mascarado que era pura bondade. Trabalha em inúmeros projetos sociais, ajuda muitas pessoas, não ganha lá muito dinheiro, é verdade. As pessoas o veem como uma pessoa generosa, gentil, compreensiva, boa. É claro que muitas pessoas passaram a tentar se aproveitar dele. Outras grudam nele como sanguessugas, ligam de madrugada para falar de seus problemas, pedem dinheiro emprestado (sempre esquecem de devolver, é claro), chegam uma hora atrasadas em um encontro sem se preocupar, porque sabem que “Révis não se importa, é tão bonzinho...”. Raramente Révis se impõe ou perde a paciência com alguém. Quanto muito fica amuado, tristemente encolhido em um canto, com cara de cachorro sem dono, esperando assim que as pessoas se arrependam de tê-lo feito sentir-se tão mal assim.
No fundo Révis sente muita raiva. Também se sente tão cansado quanto Melindra. Não consegue se sentir valorizado, não consegue impor limites, não sabe dizer “Não”. Seu Eu Mascarado o aprisiona também. Não pode sequer lidar com a idéia de que, como qualquer ser humano, sinta raiva, ciúme, inveja e até mesmo ódio. Não consegue se colocar em primeiro lugar. Não enfrenta as pessoas.
Seu caminho de crescimento requer que, como Melindra, ele enfrente um enorme desafio: o de correr o risco de ser quem é. Seu desafio é mostrar que não é sempre tão bonzinho como pensam. Que, como qualquer pessoa, também se irrita, e que é capaz de dizer “não” quantas vezes for necessário. Révis precisa parar de querer agradar sempre e correr o risco de que não gostem dele. Afinal, é impossível agradar a todos, não é? Precisa deixar aparecer aqueles sentimentos que aprendeu a considerar “maus”. Precisa deixar que as pessoas percebam que também fica bravo, que não está disponível 24 horas por dia e que merece ser respeitado.
Deixando um pouco as máscaras de lado, acho importante ressaltar que é claro que existem pessoas que são verdadeiramente fortes e verdadeiramente amorosas. Isso nem sempre é uma máscara!!! Mas quando essas qualidades são reais, elas não pesam. Podemos ser fortes sem precisar negar os momentos em que nos sentimos vulneráveis. Podemos ser amorosos sem nos apagar ou diminuir por isso. Quando somos de verdade fortes, ou amorosos, fazemos isso sem sentir aquele cansaço e mal estar que a máscara trás.
Ouça... Se você está se sentindo pesado e sem vida, com certeza está usando uma máscara. Descubra-a a tenha a coragem de tirá-la.
Só podemos sentir a brisa da vida com o rosto descoberto!
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A descoberta do verdadeiro eu ou a auto-trasnformação
Quando você lida com pessoas está lidando com suas emoções, com suas fraquezas e com suas potencialidades. É assim comigo, com você e com todos os seres humanos. Normalmente, quando você encontra uma pessoa que está meio caída emocionalmente e pergunta o que é, se está com algum problema, é comum ouvir frases do tipo: "É que estou descobrindo o meu verdadeiro eu, estou fazendo o meu auto-descobrimento".
Não sei se você que está lendo este artigo já passou por essa experiência, não do ponto de vista de quem faz a pergunta, mas sim de quem a responde. Se já, também não sei o que você conseguiu descobrir o seu verdadeiro eu. A maioria das pessoas que empreendem essa busca não o consegue. Eu gosto de fazer outra pergunta nessas circunstâncias: "E se ao descobrir o seu verdadeiro eu você não gostar?
Repito: “E se, ao descobrir o seu verdadeiro eu você não gostar. O que fará? Pense nisso leitor. O que você faria nessas circunstâncias? É inquietante, não é?
Pense bem, todo processo que empreendemos exige tempo, energia, estados emocionais, nem sempre produtivos e, dependendo de como é realizado esse processo, uma boa soma em dinheiro. Essa busca pelo verdadeiro eu não é tão verdadeira assim, até porque ninguém sabe se ele de fato existe. O que você acha de gastar esse tempo, essa energia e fazer outro tipo de empreendimento, o de se transformar na pessoa que você verdadeiramente deseja ser? Talvez essa pergunta seja ainda mais inquietante...
A vida é composta por três dimensões: passado, presente e futuro. O passado é composto por aprendizagens, o que envolve erros e acertos. O presente depende desse passado e, pasme-se: seus registros do passado são determinantes para seu presente e seu futuro. Isso mesmo. Quando você tenta realizar algo e não consegue isso é um processo de aprendizado mais significativo do que quando tenta e consegue. Ambos são registros de aprendizagem. Dependendo de como você ou as pessoas que o cercam reagem à sua falta de recursos, em determinado contexto, você pode construir limitações bastante significativas, que funcionarão como freios ou travas para seu sucesso nessa área.
Os comportamentos, as capacidades, as potencialidades, as limitações e as crenças são padrões que determinam como nos relacionamentos conosco, com as outras pessoas e como o mundo. Isso tudo determina, no presente, as percepções do sucesso ou do fracasso, da possibilidade ou da impossibilidade, da tristeza ou da alegria, da felicidade ou da fatalidade. Todo esse acervo deriva-se do passado. É de lá que sairá, também, o futuro de qualquer pessoa.
Quando acertamos, ao enfrentar uma situação de modo produtivo, nos sentimos bem e isso é normal. Mas logo esse momento vai para o rol das obrigações, acertar sempre. Quando erramos nada mais normal, também, do que nos sentir mal naquele contexto e momento. O problema é que como errar não é “normal” gravamos isso como um programa que vai, ao longo de nossas vidas, nos fazer ser aquilo que não queremos. Ou seja, descobrir nosso verdadeiro eu é deparar-se com alguém bastante sem recursos. Ficar buscando isso é muito desgastante.
Se você vai investir tempo e dinheiro num processo de auto-descoberta é muito mais produtivo fazer isso rumo à sua evolução. O que você não faz agora e que se fizer no futuro o tornaria uma pessoa melhor? O que você desaprova em você e que se acabasse com isso faria de você uma pessoa melhor? Acabar com os medos, desenvolver disciplina; acabar com o mau humor e desenvolver o alto astral; acabar com a preguiça e desenvolver a pró-atividade... São apenas exemplos de como criar um ser melhor do que você já é e, por melhor que você seja, garanto, você sempre pode ser melhor. Boas transformações!
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DESCOBRINDO SUA VERDADE

Uma mensagem do Arcanjo Haniel Canalizada por Julie Miller em 02 de agosto de 2011
As bênçãos para todos vocês, queridos!
É sempre encantador quando nós do Divino podemos falar com vocês através de um vaso.
Esta querida mulher permitiu-me falar através dela após já ter recebido uma mensagem.
Ela sabe o quanto eu amo as pessoas deste mundo esplendoroso.

Muitos de vocês, queridos, atingem um ponto em sua vida em que vocês querem saber quem vocês são.
Afastem a profissão, tirem a maquiagem, derrubem as muralhas e entrem lá no fundo das crenças em que vocês foram criados para descobrir quais permanecem verdadeiras para vocês.

Algumas dessas crenças que estão instiladas em vocês são culturais e religiosas e elas também precisam ser examinadas, porque os tempos estão mudando, vocês estão mudando.
Este é um tempo para observar o que vocês já sabem que são e ver o que ressoa com o que vocês concordam que vocês realmente são.
Parece um trabalho difícil, e é, e exige coragem, confiança e fé, entre outras coisas.

Quando vocês vão fundo e pensam sobre o que vocês aprenderam durante toda a sua vida, vocês podem estar começando a ver que alguma coisa está mudando para vocês.
Vocês estão agora vivendo em uma época em que está acontecendo mudança em todo lugar, e esta mudança afeta a todos em algum grau.
Está tudo bem não mais acreditar em algumas das coisas que lhes foram ditas que eram verdades quando vocês eram mais jovens.
Descubram o seu verdadeiro eu, queridos.
Antes de vocês declararem realmente a SUA verdade, vocês precisam saber qual é a verdade.
Vocês podem utilizar as afirmações Eu Sou em conjunto, mas vocês realmente precisarão se de dar um tempo para observarem o que está mudando.

Estar no caminho da Luz traz mudança.
Estar no caminho da Luz traz mudança no modo de pensar de uma pessoa.
Vocês estão descobrindo que há muitos outros que agora estão conhecendo quem eles realmente são, e este conhecer nunca cessa.
Cada vez mais frequentemente vocês irão pensar e anotar as mudanças e ficarão surpresos com o quanto vocês estão avançando.
O tempo é relativo, mas ele está se acelerando como vocês percebem quando estão muito atarefados.

Tantos de vocês estão presos a eventos passados e quando isto acontece, queridos, vocês não podem avançar.
Vocês não podem consertar o passado.
Vocês podem aprender com ele e então continuar.
Aceitem os eventos passados pelo que eles são e vivam no presente, o que é também se preparar para o amanhã.
A vida em cada e em todos os momentos no presente é onde vocês estão.
É onde vocês também poderão descobrir quem vocês são.
O passado pode ser um guia quando vocês aprendem com os eventos que estão nele, mas isto não significa que ele decreta quem vocês são hoje.
E quem vocês são hoje não prediz quem vocês serão no futuro.
Há tanta coisa para vocês fazerem nesta vida, neste momento.
Eu estou aqui para ajudá-los a se manterem focalizados no presente e se afastarem dos eventos negativos que já ocorreram.
Eu estou aqui para orientá-los na descoberta do seu eu verdadeiro.

Quando vocês forem capazes de descartar certas crenças antigas e adotar um novo modo de ser e pensar, vocês começarão a aprender quem vocês são.
Vocês verão as coisas de uma perspectiva diferente.
Seu coração está se abrindo para o mais puro amor que é o incondicional.
Vocês enxergarão com a pureza de uma criança.
Dispensem um momento, se vocês puderem, e vejam a maravilha pelos olhos de uma criança.
Vocês têm trabalho duro por tanto tempo que vocês de muito se afastaram deste modo de pensar que pode parecer infantil e bobo.
Não estou lhes pedindo para que permaneçam assim por muito tempo, somente por alguns poucos minutos.
Observem o seu mundo com o olhar de uma criança.
O modo como vocês veem o mundo e o modo como uma criança o vê são diferentes.
Isto acrescentará um quê de novo no que está aí.

Estou sentindo que nosso tempo de hoje está chegando ao fim.
Ela está me "dispensando".
Ela é muito gentil ao meu perguntar se eu já terminei (risos).
Creio que o ponto a que eu queria chegar está claro.
Descobrir quem vocês são é o nosso foco nesta mensagem.
Aprender quais crenças antigas remover e quais manter.
Aprender o que faz vocês serem VOCÊS.
Vocês estão crescendo muito em seu caminho espiritual de Luz.
Sua própria luz é magnífica.

Por favor, procurem minha orientação, vocês precisarão de força, encorajamento e apoio durante esta parte de sua jornada.

No mais radiante Amor e Luz, eu os abraço com o meu Amor Incondicional,
Arcanjo Haniel.
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O Verdadeiro Eu
Uma das principais tarefas que temos a empreender ao longo da vida é descobrir o nosso verdadeiro eu. Para tanto, precisamos nos despojar gradualmente do eu que se formou a partir de nossa história de vida, nossas experiências, nossos condicionamentos e as verdades que nos foram impostas pelo mundo exterior.

Tal condicionamento é algo tão profundo e arraigado que nos sentimos perdidos diante da possibilidade de nos reconstruir, tendo agora a total responsabilidade sobre o novo ser que desejamos nos tornar. Não se trata, absolutamente, de renegar os valores que recebemos de nossa ancestralidade, mas sim de reavaliar o que realmente serve para nós nesse momento de nossa vida e o que podemos descartar, pois não encontra ressonância em nosso coração.

Devemos perguntar-nos permanentemente, porque seguimos em determinada direção, se o fazemos porque é o que nosso coração deseja, ou porque nos fizeram acreditar ser aquele o melhor caminho. Essa resposta será dada por nossos sentimentos.

Muitas pessoas confundem sentimento com emoção, e ao ouvir falar em seguir o coração, alegam que quando o fazem sempre acabam tomando atitudes erradas. Isso acontece porque elas agem movidas pelas emoções, que quando em desequilíbrio, trazem uma profunda ânsia de ver satisfeitos os seus desejos, não importa de que tipo eles sejam.

Nem sempre desejamos o que é melhor para nós, visto que estamos ainda na trilha da evolução, do aprendizado. Portanto, ao agir movido pelas emoções em desequilíbrio, acabamos tomando atitudes equivocadas, que nos trazem mais sofrimento. As emoções são um atributo do ego e, ao segui-las, alimentamos continuamente nosso eu inferior.

O sentimento é algo relacionado ao nosso eu superior, brota espontaneamente, e revela aquilo que necessitamos para alcançar paz e serenidade, não apenas a satisfação momentânea dos desejos. Saber efetuar essa distinção é a chave para que tomemos como guia nosso coração.

"A consciência do corpo é o 'Eu' errado. Desista desta consciência-corpo. Isto é feito através da busca da fonte do 'Eu'. O corpo não diz 'Eu sou'. É você quem diz 'Eu sou o corpo'. Descubra quem é este 'Eu'. Procurando a sua fonte, ele irá desaparecer. Seja o que você é. Não existe nada para ser manifestado. Tudo o que é necessário é a perda do ego. A verdade de si mesmo é a única que vale a pena ser buscada e conhecida. Realização não é nada a ser adquirido. Ela está sempre aí, mas obstruída por uma tela de pensamentos. Todos os seus esforços devem ser dirigidos para a superação desta tela, e então a realização é revelada. Realização é simplesmente a perda do ego. Destrua o ego pela procura da sua identidade. Uma vez que o ego não é nenhuma entidade, ele automaticamente desaparecerá, e a realidade irá brilhar por si mesma. Este é o método direto, enquanto todos os outros se concretizam somente através da retenção do ego" . 
Ramana Maharshi
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Nascer de novo e mudar a própria história! Por que não?
Que descoberta maravilhosa poder vivenciar o ser fantástico que habita em você!
Todo mundo deveria descobrir como funciona e quem é de verdade! Descobrir a verdadeira face, jogando fora todas as máscaras! Ou pelo menos saber como o porquê das máscaras e qual a sua real utilidade. Não seriam essas mesmas máscaras que você vem usando ao longo do tempo as responsáveis pelas suas frustrações e seus sofrimentos?
Descubra a sua verdadeira afeição! Descubra o seu real sentido de existir nesse lugar, nesse tempo, nessa família. Descubra quem você é! Busque a sua essência! De onde veio? Para onde está indo?
Estude um pouco mais a sua personalidade. Quanto mais se conhecer como pessoa, como ser imortal e amado, mais sentido vai ter na sua vida! Conheça a si mesmo para ter uma vida consciente e feliz! Você tem alma, sabia? E a sua alma sempre será o seu verdadeiro eu! Sua alma sempre vai refletir na sua personalidade!
Por mais que seja dolorido e desafiante tirar os véus e as máscaras, maior e melhor será a descoberta de vivenciar este ser fantástico, poderoso que você é! Queira descobrir a sua verdadeira missão nesse mundo! Ter a consciência do seu verdadeiro "eu" vai te levar de volta ao seu grandioso Deus interior, sabia?
Descubra-se! Redescubra-se! Nascer de novo e mudar a própria história! Por que não? Comece tudo outra vez, pô! Você sabe que pode!
Está aqui um novo dia, uma nova oportunidade de viver exatamente da maneira que o seu coração está pedindo! Pilote você mesmo o seu avião! E sempre!
Volte a ser você em plenitude! Seja Feliz consigo mesmo, com o mundo, com as pessoas! E inclua Deus em tudo isso, tá?
“De que adianta conhecer todas as ciências se não conhecer a você mesmo?"
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Quem sou eu?

Todos nos sentimos, numa altura ou outra das nossas vidas, que andamos sem rumo, vivendo todos os dias iguais, repetindo gestos, palavras e tarefas quase que mecanicamente. Olhamo-nos ao espelho e já não nos reconhecemos. O que aconteceu? Quem sou eu? Em que me transformei? Como é que cheguei a este ponto? Como voltar atrás? Como é que gostaria de ser? Como fazer para se descobrir? Parta numa viagem de auto ou de redescoberta e viva uma vida mais consciente.

Sabe quem é?

Responda às seguintes perguntas… se começarem a surgir muitos “sim” já iniciou a sua (re)descoberta pessoal e talvez esteja na altura de começar a viver mais conscientemente.
  1. Trabalha numa empresa porque foi a primeira coisa que encontrou mal acabou o curso e não no sítio que realmente adorava?
  2. Faz aquilo que lhe mandam ou que esperam de si e não aquilo que gostava verdadeiramente de fazer?
  3. Preenche os seus dias com trabalho e outros afazeres, em vez de desfrutar deles à sua maneira?
  4. Gostava de poder passar mais tempo com a família e com os amigos?
  5. Está descontente com a sua imagem e/ou forma física?
  6. Sobrevive cada mês sempre à espera do próximo vencimento ou a acumular dívida atrás de dívida, sem perceber para onde vai o dinheiro?
  7. Perde grande parte do seu tempo a fazer coisas pouco importantes, em vez de se concentrar na concretização daquilo que realmente importa?
  8. Passa os seus dias sem pensar naquilo que efectivamente quer da vida e nas formas como pode e deve concretizar os seus sonhos?
Se respondeu “não” a todas as perguntas, parabéns! Sabe perfeitamente quem é, não deixa que ninguém lhe diga o contrário e está a viver e a trabalhar para a vida que sempre sonhou! Provavelmente nem precisa de ler este artigo, mas está convidado a fazê-lo na mesma! Para os restantes (sim, vocês sabem quem são!) está na altura de abrir os olhos, a mente e o espírito, e começar a viver de forma mais consciente.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Como adicionar atalhos

Depois de baixar o Metro UI Tweaker, extraia todo o conteúdo do arquivo:
Execute o arquivo “Metro UI Tweaker.EXE”. Pode ser necessário realizar atualizações no sistema:
Com o programa aberto, na área “Add Any Application/File to the Metro Start Menu”, clique em “Browse”:
Procure pelo arquivo que você quer adicionar no menu:
Clique em “Add to Start Menu” (1) para adicioná-lo. Depois, pressione “Apply” (2) e “Close" (3):
Se desejar, pode também adicionar opções de desligamento, logoff e outras, na seção “Power Options”:
Depois disso, quando você for ao menu Iniciar, você encontrará os novos atalhos:

Como voltar ao estilo antigo do menu Iniciar

Em “Metro Options”, clique em “Disable Metro Start Menu”. Clique em “Apply” para confirmar e em “Close” para fechar:
Será necessário reiniciar o sistema para que as alterações tenham efeito:
. . . . .
O tutorial acima é voltado para a versão pré-beta do Windows 8, por isso ainda é necessário o uso de programas de terceiros para alterações no sistema. Fique de olho no Baixaki e no Tecmundo para mais novidades sobre o novo sistema operacional e até a próxima.

Comentários (6)

  • KardiaBR KardiaBR
    em 20/9/2011 às 14:01h 0
    Ao contrário do que o pessoal pensa, a interface metro não é ruim. Ela é mais interessante para os tablets, com certeza. Mas ela também facilita algumas coisas, alguns comandos interessantes, fora as novas funcionalidades do explorer, coisas que se perde ao trocar para o menu iniciar antigo. Quando se muda para o Iniciar antigo, altera-se todo o Explorer, praticamente volta a ser o Windows 7, ou seja, perde o sentido.
  • Olacyr Olacyr
    em 20/9/2011 às 13:31h 0
    LEgal so primeiros ttos pro win 8, legal tb porque tem como voltar pro menu antigo, esse ai esta horrivel, preto e sem graça...
  • RODRIGO RODRIGO
    em 20/9/2011 às 13:27h -1
    Windows sem iniciar nao eh windows !!1!
  • Erasmo Erasmo
    em 20/9/2011 às 13:17h 0
    Essa interface é feia pra mais de METRO.
  • willow willow
    em 20/9/2011 às 12:35h 0
    Depois que volta para o menu antigo, como que faço para ter acesso a tela do MetroUI ?
  • Thiago Thiago
    em 20/9/2011 às 12:08h 1
    Gostaria de saber como eu instalo o windows 8 pelo pendrive pois chega em uma parte aparece esta mensagem: no device drivers were found. make sure that the installation media contains the correct drivers, and the click ok.

    ficaria agradecido se vcs podessem me ajudar!

psicologia espiritual

“psicologia espiritual é a experimentação pessoal: cada ser humano é seu próprio laboratório para explorar seus próprios estados interiores...”

Não destrua seus valores comparando-se com outras pessoas. É por sermos diferentes uns dos outros que cada um de nós é especial. Não estabeleça seus objetivos por aquilo que os outros consideram importante. Só você sabe o que é melhor para você. Não considere como garantidas as coisas que estão mais perto de seu coração.
Dê atenção a elas como à sua vida, pois sem elas a vida não tem sentido. Não deixe sua vida escorregar pelos dedos, vivendo no passado ou só voltado para o futuro. Não desista enquanto você tiver algo para dar.
Uma coisa só termina realmente no momento em que você deixa de tentar. Não tenha medo de admitir que você é "menos que perfeito". É esse tênue fio que nos liga uns aos outros. Não tenha medo de correr riscos. É aproveitando as oportunidades que nós aprendemos a ser valentes.
Não exclua o amor de sua vida dizendo que ele é impossível de encontrar. A maneira mais rápida de perder o amor é agarrar-se demais a ele, e a melhor maneira de conservar o amor é dar-lhe asas. Não despreze seus sonhos. Viver sem sonhos é viver sem esperança. Viver sem esperança é viver sem objetivo. Não corra pela vida muito depressa. A pressa pode fazê-lo esquecer não só onde você esteve, mas também para onde você vai. A Vida não é uma competição, mas uma jornada, e cada passo do caminho deve ser saboreado.





Agnosticismo é a crença de que a existência de Deus é impossível de ser conhecida ou provada. A palavra “agnóstico” significa essencialmente “sem conhecimento”. Agnosticismo é uma forma mais intelectualmente honesta do ateísmo. O ateísmo afirma que Deus não existe – uma posição que não pode ser provada. O agnosticismo argumenta que a existência de Deus não pode ser provada ou deixar de ser provada – que é impossível saber se Deus existe. Neste conceito, o agnosticismo está certo. A existência de Deus não pode ser provada ou deixar de ser provada empiricamente.
A Bíblia nos diz que nós devemos aceitar por fé que Deus existe. Hebreus 11:6 diz: “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam”. Deus é espírito (João 4:24), então ele não pode ser visto ou tocado. A menos que Deus decida revelar a Si próprio, Ele é essencialmente invisível aos nossos sentidos (Romanos 1:20). A Bíblia ensina que a existência de Deus pode ser claramente vista no universo (Salmos 19:1-4), percebida na natureza (Romanos 1:18-22) e confirmada nos nossos próprios corações (Eclesiastes 3:11).
O Agnosticismo é essencialmente a falta de vontade de tomar uma decisão a favor ou contra a existência de Deus. É a posição mais “em cima do muro” que existe. Teístas acreditam que Deus existe. Ateus acreditam que Deus não existe. Agnósticos acreditam que nós não deveríamos acreditar ou desacreditar na existência de Deus – porque é impossível conhecê-la.
Por um instante, vamos deixar de lado as evidências claras e inegáveis da existência de Deus. Se colocamos as posições do teísmo e do ateísmo/agnosticismo no mesmo nível, em qual delas faz mais “sentido” acreditar – levando em conta a possibilidade de vida após a morte? Se não há Deus, teístas e ateus/agnósticos simplesmente cessarão de existir quando morrerem. Se há um Deus, ateus e agnósticos terão Alguém a quem prestar contas quando morrerem. Deste ponto de vista, definitivamente faz mais “sentido” ser um teísta do que um ateu/agnóstico. Se nenhuma das posições pode ser provada ou deixar de ser provada, não parece mais sábio fazer todo o esforço necessário para acreditar na posição que poderá ter um resultado final infinita e eternamente mais desejável?
É normal ter dúvidas. Existem tantas coisas neste mundo que nós não entendemos. Com freqüência, as pessoas duvidam da existência de Deus porque elas não entendem ou concordam com as coisas que Ele faz e permite. No entanto, nós, como seres humanos finitos, não devemos esperar entender um Deus infinito. Romanos 11:33-34 exclama: “Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro?” Nós devemos acreditar em Deus pela fé e confiar nos seus caminhos pela fé. Deus está pronto e com vontade de revelar a Si próprio de formas incríveis para aqueles que acreditam nele. Deuteronômio diz: “De lá, buscarás ao SENHOR, teu Deus, e o acharás, quando o buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma.”
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Nada contribui mais para a cristalização de falsos estereótipos que as definições por “negação”, nas quais o valor conotativo das palavras torna-se emprobrecido, quando não desfigurado.
O caso do termo agnóstico é singularmente demonstrativo. Costuma-se reduzir seu sentido ao de uma simples negação: é agnóstico quem não crê, isto é, quem não professa fé religiosa alguma.
Esta definição “por negação” equivale a um radical desentendimento do que deve denotar a palavra agnosticismo, pois, desta forma, ela fica expropriada de sua vertente semântica positiva e, portanto, torna-se inutilizável para o seu uso filosófico no mundo atual.
O “não” do agnóstico não é uma simples negação, um mero “não” referencial, mas, ao contrário, é uma posição dialética de conteúdos definidos, que se processam no marco de um processo histórico-cultural determinado. Este processo remete a um campo semântico que proporciona um rico tecido de convicções filosóficas, éticas, sociais e políticas, de contornos precisos e racionalmente analisáveis.
O reducionismo semântico que se gera mediante a aparente inocência do simples advérbio de negação, tende a arrojar o agnóstico à situação de quem “não tem”, frente à de quem “tem” _ que seria o homem religioso. Cairíamos assim em um perigoso equívoco dentro da prática social, pois “ter” define um paradigma frente ao “não ter”, em termos religioso-sociais.
Porém o agnóstico ostenta na realidade um “ter”, pois possui uma bem formada concepção do mundo e do homem, ou seja, uma cosmovisão específica. O mundo, para o agnóstico, é assumido como “finitude”, o que revela o conteúdo “positivo” da concepção agnóstica, a qual apresenta um “humanismo radical” que leva a sério a si mesmo, furtando-se, por definição, a toda fuga para uma confortável transcendência.
A cosmovisão do agnóstico implica em uma moral assentada fortemente na afirmação universal da finitude como nota fundamental da realidade. Deste modo, o agnóstico é tudo menos um ser empobrecido. É a fuga do mundo para um “transmundo” desconhecido, e só enunciável em abstrato, o que mutila e empobrece o ser humano.
O agnóstico, enriquecido com todo o sedimento de contribuições da história universal, encontra, com o refinamento intelectual que exige sua cosmovisão, seu imperativo prático na “presença”, isto é, em “fazer-se presente” na análise crítica e autônoma do cotidiano em todos os níveis da finitude.
E é na abrangência social, cultural, política, econômica e histórico-religiosa destes níveis da finitude, que o agnóstico postula sua visão racional, propondo um código de valores que lhe é próprio, nunca como mera “negação”, porém sempre como clara “afirmação”.
João Laurindo de Souza Netto - http://agnosticismo.com.br/
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Ideologias
No decurso da história pode-se apreciar uma progressiva impregnação ideológica (2) de todos os âmbitos sociais, destacando-se a peculiar situação dos dias atuais, quando a racionalidade capitalista forjou a ideologia da sociedade industrial (3).
O estágio atual representa a culminação do processo de impregnação ideológica. Não é de surpreender, portanto, que nos EE.UU., onde desenvolveu-se a consciência de liderança do mundo capitalista, haja uma forte exigência de recursos ideológicos eficazes para justificar a sua hegemonia (4) e para afiançar seu “status quo”(5) , o que é realizado através da cisão definitiva entre ética e política.
(1) Ideologia: Pensamento teórico que pretende desenvolver-se sobre seus próprios princípios abstratos, mas que, na realidade, é a expressão de fatos sociais, econômicos ou políticos, que não são levados em conta ou não são expressamente reconhecidos como determinantes daquele pensamento.
(2) Impregnação ideológica: infiltração de uma ideologia num meio social.
(3) Ideologia da sociedade industrial: aspecto eminentemente individualista do capitalismo, encoberto por um caráter social relativo à propriedade do capital, o qual, supostamente, é empregado para o bem comum, mas na verdade se atém à busca do lucro.
(4) Hegemonia: preponderância de um povo sobre outros povos
(5) Status quo: estado em que se acha uma questão
A esperança de que o fim da mentalidade ideológica permitiria ver o mundo sem o contraste dos juízos de valor não é senão a ilusão de uma fuga das responsabilidades morais, pois não é a consciência que determina o modo de vida, mas sim este que determina aquela. De fato, a produção das idéias, das representações e da consciência está direta e intimamente ligada à atividade material. São os seres humanos que produzem suas representações, suas idéias, etc, através de um condicionamento determinado por suas forças produtivas. A consciência jamais pode ser senão o ser consciente e o “ser” dos homens é um processo de vida real. O modo específico de produzir sua vida caracteriza o que os homens são. E o que os indivíduos são depende das condições materiais de sua vida. Desaparece assim o mito de uma consciência pura e de uma verdade absoluta.
Esta concepção não explica a prática segundo a idéia, explica a formação das idéias de conformidade com a prática material, ao longo da história. Assim, todas as formas e produtos da consciência podem ser resolvidos não pela crítica intelectual, mas somente pelo “fazer” das relações sociais concretas e práticas do mundo finito, conforme prega o agnosticismo.
Na ideologia medieval, por exemplo, o mundo todo, céus e terra incluídos, era visto como uma hierarquia, em que a terra estava necessariamente subordinada ao céu. Na produção desta ideologia não havia intenção alguma de considerar a ordem feudal; a intenção consciente era a de considerar a ordem do mundo, e isto foi elaborado conscientemente num sistema lógico. Contudo, a ideologia era ainda, na realidade, um reflexo das relações sociais feudais existentes, as quais foram reproduzidas assim nas idéias dos homens por um processo espontâneo, não intencional, inconsciente. A ideologia medieval, com sua concepção religiosa de hierarquia cósmica, que refletia a ordem feudal, significava que a exploração do servo pelo senhor era disfarçada como uma subordinação do servo ao governo de Deus.
Em troca da proteção e assistência econômica que recebiam, os servos ou vassalos, deviam obedecer ao senhor, servi-lo lealmente e, em geral, compensá-lo com tributos ou impostos correspondentes aos serviços que ele “prestava” no interesse dos primeiros, o que foi posto em prática pela Igreja com o nome de “beneficium”. Tal concepção, de forma inconsciente, persiste ainda em grande parte da massa de cristãos.
Ao caráter natural e não voluntário das relações sociais corresponde uma determinação também necessária e não livremente consentida de formas de consciência. Assim, as relações de produção, que são indispensáveis, formam os conteúdos mentais, que não podem ser encarados como “achados” de um pensamento puro.
Numa sociedade de classes, as ideologias constituem um sistema mental orientado pelo interesse de classe e destinado a disfarçar as relações sócio-econômicas a fim de preservar a situação favorável a uma determinada classe. Assim, o interesse de classe vem a ser a matriz das ilusões ideológicas e da falsa consciência em geral. As ideologias, por conseguinte, constituem a mistificação do conhecimento mediante a substituição dos objetos e das relações objetivas por correlatos imaginários, ou da manipulação inconsciente desses conteúdos.
Resulta assim que a estrutura total do pensamento de cada época histórica, ou de cada grupo social, é ideológica no sentido da estrita dependência de uma falsa consciência. A constituição biológica e histórico-social do indivíduo, a peculiaridade das condições de vida do pensador e a estrutura do tratamento dado ao processo de situações vitais, influem nos resultados do pensamento e no ideal de verdade que este pensador é capaz de construir a partir dos produtos do pensamento.
Todas as classes sociais, em uma dada situação histórica, participam da ideologia dominante, ainda que a partir de interesses opostos. O que se denomina “horizonte utópico” (5) da ideologia é compartilhado tanto pelas classes dominantes como pelas classes dominadas, se bem que para as primeiras esse horizonte funciona como referência legitimadora de seus privilégios, enquanto que para as segundas opera como explicação de sua atual condição subordinada e, ao mesmo tempo, como garantia da expectativa de uma satisfação final de aspirações insatisfeitas no presente.
Se o horizonte utópico de uma ideologia postula, por exemplo, princípios de concórdia universal, de justiça distributiva na ordem pública vigente, de liberdade sem violência, de equidade na fraternidade humana, de fiel cumprimento do dever de cada um, de benevolência universal, etc.,e, sobretudo, se fala de ideais e nega a existência de ideologias, então se está em presença de uma racionalização(6) ética do “status quo”, ou seja, de uma retórica que, em fórmula de filantropia universal, mascara a proteção da ordem de dominação existente.
(5) Horizonte utópico: situação que não encontra a menor possibilidade de realizar-se na sociedade correspondente, mas outorga à ideologia que o afirma uma respeitabilidade ideal para a existência prática desta.
(6) Racionalização: “Racionalizações”
A função emascaradora das ideologias se manifesta nos fenômenos de inversão consistentes em uma leitura da realidade segundo esquemas ideais. Isto significa interpretar situações conflitivas como situações harmônicas, etc. Precisamente estes fenômenos de inversão permitem alojar as asserções ideológicas da realidade dentro do horizonte utópico.
Para ilustrar a natureza peculiar das ideologias, basta pensar no contraste entre o lema da Revolução Francesa _ Liberdade, Igualdade, Fraternidade_ que funcionava como horizonte utópico, e as relações de exploração que instaurou efetivamente no plano concreto, como instrumentos de produção nas mãos dos detentores do poder, trabalho assalariado mal remunerado, extorsão dos ganhos da classe trabalhadora através de impostos e tributos, democracia formal de cidadãos economicamente desiguais, etc. Não se pode deixar de salientar também a ética do Cristianismo _ moral do amor fraterno entre os filhos de Deus iguais e livres _ frente às sucessivas estruturas de exploração assentadas sobre aquela ética. Sem o respectivo horizonte utópico, ditos sistemas ideológicos teriam resultado inviáveis.
Assim é indispensável a toda ideologia assumir um horizonte utópico no qual se integra o conjunto de suas formulações, de maneira que as situações de dominação e de dependência possam inserir-se num contexto ilusoriamente aceitável para as classes negativamente discriminadas quanto aos processos de alienação da consciência.
Um tratamento espiritualista da história do cristianismo, desde suas origens, por exemplo, limitando o seu “Sitz im Leben” (situação de vivência do autor do evangelho) a meros interesses teológicos, isolados portanto dos interesses econômicos, sociais e políticos da sociedade em que viveu o evangelista, estará privado do critério básico que permite estabelecer uma exegese (7) profissional confiável.
Ficará então manifestado que as motivações ideológicas prévias influenciam as motivações teológicas. As formas ideológicas não só refletem de modo consciente ou inconsciente as relações que descrevem como, muitas vezes, as apresentam de modo invertido para propagar uma cosmovisão que legitime a dominação pretendida.
A ideologia que a Igreja começou a impor a partir do proselitismo desenvolvido por Paulo de Tarso desempenhou a típica função conservadora da ordem econômica e social vigente _ primeiro no Império Romano, depois no curso da história do Ocidente _ que corresponde às formas religiosas de alienação: as classes inferiores se contentariam com as satisfações ilusórias que lhes oferecia uma cristologia despojada do significado original pregado pelo Jesus histórico
(ver “Do Jesus da História ao Cristo da Fé”) e moldadas pela soteriologia(8) sincretista(9) do helenismo(10) orientalizante de Paulo.
(7) exegese: minuciosa interpretação de um texto, em especial da Bíblia, através de análise crítica baseada em critérios científicos.
(8) soteriologia: parte da teologia que trata da salvação dos homens
(9) sincretismo: sistema filosófico que concilia doutrinas ou religiões diferentes
(10) helenismo: civilização que se baseava numa fusão de elementos gregos e orientais
Só uma concepção libertadora, o agnosticismo, é capaz de livrar o homem das peias das ideologias e torná-lo um ser autônomo, perfeitamente situado na finitude, quer no domínio lógico quer no ético.
O fundamento do agnosticismo consiste em assumir radicalmente a finitude do ser humano, sem o álibi da transcendência ou de qualquer ideologia religiosa, esforçando-se por construir um mundo não tomado pelo fanatismo determinado pela fé, aceitando os acontecimentos como fatos que se dão sem nenhuma causação nem direcionamento exterior ao mundo. A satisfação do mundo do agnóstico é a satisfação do que o mundo pode oferecer, mesmo nos casos em que a finitude é dor ou preocupação. E nisso consiste a serenidade do agnóstico que, através da auto-realização, procura a felicidade,não sendo instrumento de nenhuma autoridade transcendente ou ideológica, não resignado, mas sereno, não desencorajado, mas capaz de assumir com coragem, aquilo que a finitude lhe oferece.
João Laurindo de Souza Netto - http://agnosticismo.com.br/